quinta-feira, 28 de outubro de 2021
Fragmento de
segunda-feira, 9 de agosto de 2021
Fragmento de Poemas jamais escritos - Zélia Bora
E depois de uma tarde de quem sou eu - Clarice Lispector
sexta-feira, 30 de julho de 2021
Minha escola
Mário Quintana: "Emergência"
O cataclismo e as canções Conceição Lima - O país de Akendenguê
quarta-feira, 28 de julho de 2021
Uma definitiva presença
Coragem e liberdade
segunda-feira, 3 de maio de 2021
Fragmento de Cabral de Melo Neto
sábado, 13 de março de 2021
Tenho um mar - Thiago Soeiro
sexta-feira, 12 de março de 2021
Salva-vidas de Thiago Soeiro
terça-feira, 2 de março de 2021
A origem do poema - Pedro Stkls
segunda-feira, 1 de março de 2021
Tardes
O gato
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Trecho de entrevista com Picasso
Trecho de entrevista com Picasso:
- "Por que vc dança?
- N há um 'porquê', eu danço.
- Vc é um artista plástico que dança?
- Sim, ou um dançarino q pinta, o q vc preferir.
- Desde qdo vc dança?
- Desde sempre.
- No q vc pensa qdo dança?
- Eu n penso, eu sinto.
- Sente o quê?
- Amor.
- Amor?
- Sim.
- Mas, por quê?
- N há um porquê para o amor.
- Sente algo mais?
- Vida.
- Como assim?
- Alguns, apenas alguns, fazem nesta terra aquilo para o qual foram
criados. Esses vivem. Outros sobrevivem... Quem dança, vive.
- A dança é algo essencial?
- Respirar é essencial? Respondi sua pergunta primária?
- Mas há um preço por essa escolha...
- Por dançar? Sim, há.
- É caro?
- N importa.
- Vc pagou este preço?
- Ainda pago.
- Vc deve dançar para alguém...
- Tb, quero dizer, n só pra alguém ou por alguma razão. Vc dança porque
nasceu para dançar, assim como pinta porque os quadros já existem
dentro d vc, vc apenas os liberta...(...)
- Vc dança sempre?
- Só qdo amo.
- Qdo vc ama?
- Qdo danço.
- Quer dançar comigo?
- N sei, n sei se tenho coragem... tenho medo.
- Entendo, eu assusto mesmo, eu danço."
(Roubado de Luiz Gustavo)
Alice Carroll
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021
O Elefante
Quando eu era criança,
minha avó me contou uma fábula dos cegos e o elefante.
Três cegos estavam
diante do elefante. Um deles apalpou a cauda do animal e disse:
-É uma corda.
Outro acariciou
uma pata do elefante e opinou:
- É uma coluna.
O terceiro cego
apoiou a mão no corpo do elefante de adivinhou:
- É uma parede.
Assim estamos:
cegos de nós, cegos do mundo. Desde que nascemos, somos treinados para não ver
mais que pedacinhos. A cultura dominante, cultura do desvinculo, quebra a
história passada com quebra a realidade presente; e proíbe que o quebra-cabeças
seja armado.
Eduardo Galeano(1990)
domingo, 7 de fevereiro de 2021
O amor como fermento de Ressurreição
O amor como fermento de Ressurreição
O amor perfeito não é aquele que ama a todos e a tudo por causa de Deus (propter Deum) ou em Deus (in Deo), mas aquele que a tudo e a todos ama porque descobre a amabilidade de tudo e de todos como presença concreta do próprio amor de Deus.
A Graça Libertadora no Mundo
Leonardo Boff
O mundo - Eduardo Galeano
O mundo
Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
— O mundo é isso — revelou — Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
Fragmento: Ler, escrever e fazer conta de cabeça.
“A casa ficou maior e cheia de silêncio. Tudo parecia se esforçar
para não acordar quem deveria dormir por toda a vida. O vazio ocupou, tanto, o
quarto da minha mãe que meu pai dormia na beiradinha da cama, como se empurrado
pelo novo morador. E o vazio não nos deixava tocar em nada. Tudo – o santo da
parede, latas de talco, vidros de perfume, caixinhas de desmazelos, imagem na
beira da cabeceira – tudo ficava no mesmo lugar por exigência do vazio. No nada
cabe tudo. Até a poeira marcava a retirada de qualquer pertence”.
Bartolomeu Campos de Queirós
sábado, 9 de janeiro de 2021
Reza
Pedro Stkls
começar a achar que do outro lado
uma canoa me espera
e você achando que
vou indo lá me embora sem ti
quando sei que essas tuas águas
não me visitam mais
nem o teu breu de quarto
e aquelas tonturas de amor
talvez seja melhor colocar na mala
um cheiro de capim santo
e doses de alecrim
Silêncio (ou Do dever da escrita)
Quantas vidas se passaram
Em silêncio? Tantas e mais tantas
Que delas é feito o tempo.
Pequenos grãos, pedrinhas
Que se apagam, mas fazem
Juntas a estrada. Cascalhos
Que se tornam leito
De imenso rio de histórias.
De silêncios aprendo
Lentamente a explorar
A beleza que se desfaz
Caso eu fale. Mas é preciso,
Ao menos, escrever,
Para conseguir fotografar
O átimo de fogo no tempo
Que me consome.
Se eu as tiver mostrado,
Evocado, comunicado,
Serei, com elas, vida,
Sentido, rio, instante,
Pedregulho, silêncio.
B.C.
07 de janeiro de 2021,
ouvindo Ludovico
Einaudi
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
O segredo!
O segredo é o seguinte (vale ouro): você escreve 1 como quer; depois, corrige; depois sintetiza; deixa descansar (passa umas horas longe, geralmente dormir nelas é bom); "a massa" cresce fora e dentro de você; você sintetiza a síntese; deixa descansar de novo (igualmente ao processo anterior); volta; sente que está pronto; deixa descansar pela terceira, quarta vez; lambe como se fosse cria. Depois do sétimo dia, descansa.
Quem inventou a receita? Deus (dizem por aí...)
terça-feira, 5 de janeiro de 2021
Um sonho





































