segunda-feira, 2 de maio de 2016

Intolerância e desrespeito




A intolerância e o desrespeito podem acontecer de várias formas, dentro e fora de casa. Este é um exercício de aprender a viver na diversidade, seja de várias formas: étnica, religiosa, política e sexual.

Verificamos que cada um tem uma posição de acordo com o lugar que ocupa na sociedade e é por isso que é tão difícil viver em grupo. Temos um exemplo disso na sala de aula, encontramos episódios de desrespeito constante entre os colegas, entre colegas e professores, entre pais e professores e entre professores e alunos. É preciso uma avaliação constante de nossas ações e pensamentos.

Quando vamos para verificar outras partes da sociedade, vimos também desrespeito principalmente na questão de orientação sexual, étnica, social, religiosa e agora muito mais presente desrespeito e intolerância política que acontece com o impeachment da presidenta Dilma.
 
Uma questão interessante nesta luta entre coxinhas e petralhas é que encontramos vários tipos de preconceitos que estão atrás da intolerância política. O preconceito social é o maior deles e que acontece em ambos os lados.O que faz com que o país esteja dividido entre grupos que pensam diferente e que refletiram seu pensamento na hora do voto.

Não é fácil viver na diversidade, sendo assim, é preciso muita capacidade de dialogar para enfrentar momentos como este. Para isso, precisamos realmente ter um exercício diário de revisão dos nossos conceitos. Um fato importante para isso é fazer leitura aprofundada dos grandes temas que exigem de nós um posicionamento, só assim saberemos de fato ter opinião sobre esses assuntos e não agir pelo senso comum, que muitas vezes nos torna alienados diante de assuntos tão importantes para a nossa sociedade.
Um país educado tem como princípio fundamental o diálogo e a educação como principal aliado na mediação de conflitos dessa natureza.



domingo, 1 de maio de 2016

Trabalhadores - Sebastião Salgado

Sebastião Salgado, sobre a exposição trabalhadores:
...Em Java, num pequeno paraíso natural, vi homens percorrerem mais de cinquenta quilômetros a pé, ida e volta, cruzando plantações de arroz, de cravo-da-índia e uma floresta tropical antes de subirem a 2300 metros de altitude, e descerem seiscentos metros vulcão abaixo, do outro lado. Eles entraram na cratera do vulção Kawah Iddjen, grande produtor de enxofre. Devido às emanações tóxicas - verdadeiras nuvens de veneno - , não se podia respirar pelo nariz, apenas pela boca. A única proteção daqueles trabalhadores era o pedaço de pano que colocavam na boca; com o passar do tempo, seus dentes ficavam arruinados. Cestos de setenta ou 75 quilos de minério eram preenchidos por homens que não chegavam a pesar sessenta. Eles fixaram dois cestos em cada ponta de uma vara de bambu e subiam os seiscentos metros que os separam da saída da cratera. Levavam cerca de duas horas nessa subida, depois desciam a encosta do vulcão correndo, caso contrário o peso dos cestos os esmagaria.Era extremamente perigoso. Alguns deslocavam a rótula. Na época, recebiam 3,50 dólares por trajeto. Precisavam para dois dias para se recuperar fisicamente e, no fim do mês, recebiam apenas o suficiente para sobreviver.
Livro: Da minha terra à Terra - Sebastião Salgado
pg. 68,69