sábado, 13 de março de 2021

Tenho um mar - Thiago Soeiro

Tenho um mar quando a gente segura um choro é como se segurasse o mar inteiro e é tão difícil segurar o mar às vezes sinto ele agitado revolto em meus pensamentos fazendo ondas em minha cabeça já me afoguei nele algumas vezes e deixei naufragar alguns problemas tenho um mar em meu peito e convivo com ele e todos os seus seres marinhos criaturas que ainda desconheço em uma vida repleta de mistérios e medos seguro o mar em meus dedos e toda fúria dos dias de tempestade e toda a calmaria dos dias de sol e sei que ninguém nunca desconfiou disso que eu era feito de mar que tenho corais em meus pés peixes em minhas costas que tenho o mar inteiro preso em meus olhos prestes a transbordar.

sexta-feira, 12 de março de 2021

Salva-vidas de Thiago Soeiro

SALVA-VIDAS o poema é meu salva-vidas é nele que me apoio no alto mar das mágoas nas tempestades de angustia que o vento às vezes me traz quero me segurar nele por toda a vida ser ouvido sentido constantemente salvo do afogamento deus ouve os poemas assim como as orações. Poemas: Thiago Soeiro

terça-feira, 2 de março de 2021

A origem do poema - Pedro Stkls

a flor murcha é inexplicável quando formigas comem seus restos e fazem isso em total silêncio não rezam não cantam comem seu microcosmo como se fosse uma tarefa de floração para o reino as partículas de flor em cima das formigas significam que a primavera logo chegará não tem a ver com morte tristeza vazio olhos alagados quer dizer que é assim que nasce um poema socando bem na nossa cara o invísivel um mundo de coisas que a gente não sabe abraçar. Poesia: Pedro Stkls

segunda-feira, 1 de março de 2021

Luar - Pandemia de 2021

Recebendo visitas

Pés na água

Mar na Pandemia - fevereiro de 2021

Mar na Pandemia - fevereiro de 2021

Tardes

Affonso Romano de Sant´Anna Deus botou tardes na minha frente para me advertir, paralisar. Sabe que sou fraco(a) e não desisto a um certo modo cromático de ser. Deus botou essas tardes na minha frente Para me ferir, me extasiar. Às vezes me distraio. Deus insiste: põe as tardes de novo em minha frente para que eu aprenda a morrer.

O gato

O gato chega à porta do quarto onde escrevo. Entrepara...hesita...avança... Fita-me. Fitamo-nos. Olhos nos olhos... Quase com terror! Como duas criaturas incomunicáveis e solitárias Que fossem feitas cada uma por um Deus diferente. Mario Quintana In: Preparativos de Viagem <