No fim de cada aula a professora mandava a gente guardar os objetos. Então, com os braços cruzados sobre as carteiras escutávamos mais um pedaço da história que ela lia com a voz mais linda do mundo. Se velho ou novo, não importava, queríamos o livro emprestado para reler.
Esperávamos ansiosos cada aula, cada fim de livro, cada início de outro. Estou sendo nostálgico? Esta professora simples não pedia para a gente fazer ficha dos personagens das histórias, não mandava desenhar pedacinhos que a gente mais gostou, não fazia ditado ou dramatização. Um livro terminado só servia para começar outro. A gente gostar da história era suficiente para ela. Livro passou a ser para mim um objeto importante: eu vivia ali, mas podia está lá.
Esperávamos ansiosos cada aula, cada fim de livro, cada início de outro. Estou sendo nostálgico? Esta professora simples não pedia para a gente fazer ficha dos personagens das histórias, não mandava desenhar pedacinhos que a gente mais gostou, não fazia ditado ou dramatização. Um livro terminado só servia para começar outro. A gente gostar da história era suficiente para ela. Livro passou a ser para mim um objeto importante: eu vivia ali, mas podia está lá.


