Uma dos principais desafios que o
Natal nos impõe é a grande oportunidade de pensar sobre o conceito e família.
Jesus em sua grandeza de menino Deus mostra a partir de sua história tão
simples, a grandiosidade da capacidade de acolher o outro, o estrangeiro.
Sendo assim, imaginemos como que
seria hoje o presépio? Que desafios este Natal de 2015 nos ensina?
Que lugar seria hoje a
manjedoura? Quem é a família de Nazaré que devemos acolher?
Em meio à explosão de consumo,
existem pessoas que no seu anonimato acolhem de fato a quem precisa. Em várias
partes do mundo e no Brasil, com ajuda de anônimos, vemos pessoas que cruzam
fronteiras (nacionalidades, regiões, credos, etnias, orientações sexuais) e se
atrevem a verdadeiramente fazer com que o Natal não se restrinja a uma data específica,
mas que seja todo dia numa ação diária de acolhimento e partilha.
Seja na preocupação que temos com
os desabrigados da tragédia de Minas Gerais,
Nas vítimas do atentado em Paris,
Palestina, Israel...
Na reflexão sobre os milhões de
refugiados da Ásia ocidental,
Nos atingidos por desequilíbrios
ecológicos ao redor do mundo,
Nos que sofrem todo o tipo de
preconceito: social, étnico, sexual e religioso.
Então, devemos nos perguntar:
Que responsabilidade eu tenho em
relação a este mundo?
O que Deus Menino, na sua
humildade e pobreza nos pede para enxergar no conceito de família que eu ainda
não enxergo?
Cada um precisa se descobrir como
parte do ecossistema local e da comunidade biótica, seja em seu aspecto de
natureza, seja em sua dimensão de cultura (Boff, 2000).
Somos tod@s uma família e tudo
que acontece com meu (minha) irmão (irmã) afeta a mim também. Vivemos em uma
aldeia global. Por isso, a imensa urgência de se cuidar da vida, da
biodiversidade e da justiça social.
Na prática, a sociedade deve
mostrar-se capaz de assumir novos hábitos e de projetar um tipo de
desenvolvimento que cultive o cuidado com os equilíbrios ecológicos e funcione
dentro dos limites impostos pela natureza (Boff, 2000).
Eis a
manjedoura do Filho de Deus no meio dos homens, um convite para acolher a sua
misericórdia, pois "Ele nos enriquece com sua pobreza".
Desejo a
tod@s, não um simples Feliz Natal, mas um momento de refletir sobre o grande
significado que existe no conceito do que é ser família.