O livro é muito bom, aprendi até quem foi o inventor do óculos. Vale a pena comprar em sebo virtual, custa metade do preço. | ||
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domingo, 25 de dezembro de 2011
Dica de livro
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Dica do blog: Livros e afins
Livros trazem dentro de si as vozes de homens e mulheres que muitas vezes atravessaram as décadas, os séculos, para chegar até nós.
É a voz forte dessas pessoas, falando diretamente aos nossos ouvidos numa relação tão íntima, que ouvimos quando lemos tais páginas.
É no que acredito.
Poucos são os livros que realmente precisamos manter em nossa posse.
- Um livro antigo ou raro
Um livro com uma dedicatória especial, autografado ou que pertenceu a alguém que, para nós, é importante - Livros de consulta ou de referência, como dicionários ou literatura técnica usada com frequência para o exercício de um trabalho
- Alguma outra situação de que não lembro no momento, mas acho que você entendeu
Livro não é enfeite
Livros não são enfeites ou troféus. Foram feitos para serem lidos. Não para serem exibidos como quem diz: “Veja! Veja! Quantos livros li! Veja como sou culto e inteligente”.
Aqueles livros de que mais gostamos são justamente os livros que devemos passar adiante. Afinal, se gostamos, por que não deixar outras pessoas gostarem deles também?
E, se elas não gostarem, poderão mais uma vez adiante o livro, num ciclo infinito até que ele chegue às mãos, aos olhos e aos ouvidos atentos de uma pessoa como você: a pessoa para quem o autor escreveu aquilo, como quem escreve uma carta destinada a atravessar o rio do tempo e do espaço.
Presentear, quando feito de coração, faz mais bem a quem presenteia do que a quem recebe. Na verdade, faz bem às duas partes.
9 motivos
- Espaço: se você gosta de ler, novos livros devem chegar a todo instante a sua estante (rima involuntária). Por que não abrir caminho para os livros novos?
- Limpeza: livros (quando parados) juntam pó. Tenha mais tempo para ler e gaste menos tempo limpando estantes
- Simplificar: você já pensou em ter menos coisas e ter uma vida mais simples? Assista esta palestra e leia este post que, cada um a seu modo, falam sobre simplificar a vida. A sensação de simplicidade e organização
- Parar de se importar com empréstimos que não voltam: todo o mundo que empresta livros e fica sofrendo por que eles não voltam deveria ler a Regra de Ouro Para o Empréstimo de Livros
- Colaborar com a leitura
: frequentemente aqueles que mais reclamam de que o Brasil é um país que não lê, que livros são caros e outras chorumelas são aquelas pessoas mais sovinas com os seus livros, contribuindo com o baixo número de livros lidos por ano por pessoa - Socializar suas preferências
: quando seus amigos gostam dos mesmos autores que você ou compartilham dos mesmos gostos literários vocês têm mais sobre o que conversar. Dando livros de seus autores preferidos você contribui com esse ambiente - Ser generoso: não é para bonito ou para dizer que você é generoso. A generosidade é uma qualidade que é um bem em si e quem já descobriu isso não tem como expressar. Por exemplo, a gratidão de um amigo que descobriu um novo autor graças a você não tem preço
- Exercitar o desapego: poucas coisas são realmente essenciais. E, embora eu ame livros, a posse dos livros não é uma delas. Os livros, seu conteúdo e seu objetivo de espargir ideias, sim, o são. Estamos partindo para um momento em que o ser é mais importante que o ter, as experiências mais importantes que as posses
- Manter a voz de seus escritores preferidos viva: já falei sobre isso no início do texto, mas julgo importante
Assim, minha sugestão para esse Natal é doe e dê livros que estão em sua estante.
Escolha pelo menos metade deles e experimente o ato transformador que é fazer os livros voarem.
Escolha amigos adequados para livros adequados e presenteie.
Escolha a biblioteca que melhor receberá essas obras, de maneira que eles cheguem ao maior número de pessoas possível.
- Recomendo a Bibliopote – uma Biblioteca Livre que funcioa em uma padaria onde você pode pegar livros emprestados sem pedir para ninguém, sem carteirinha, sem burocracia e sem prazo de devolução. Sem cobranças e sem multas. Funciona há 3 anos com sucesso e, caso você tenha se perguntado, as pessoas devolvem os livros
Livros às mancheias
Se a minha palavra não é suficiente, deixo você com a de Castro Alves:
Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto
As almas buscam beber…
Oh! Bendito o que semeia
Livros… livros à mão cheia…
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe — que faz a palma,
É chuva — que faz o mar.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Dica de livro
O livro é maravilhoso, escrito em poesia lírica pela professora e poetisa Zélia Bora. Editora Baraúna em 2008.
Quem conhece a tragédia amorosa de Abelardo e Heloísa - sec. XII compreenderá a essência do livro.
De Heloísa para Abelardo - poemas nunca escritos de Zélia Bora
Eis o meu pedaço de mundo
A PALAVRA
vida que me sustenta
meu cotidiano
horizonte de minha vida
e de minha morte
vago nesse mundo das coisas
como o Absoluto
não resisto à experiência dos objetos
que me cercam:
sol
mar
pássaros
estrelas
eis a linguagem infinita das coisas.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Dica de livro
O direito de ler e escrever
A bibliotecária colombiana Silvia Castrillón traz em seu livro O Direito de Ler e Escrever (Editora Pulo do Gato) importantes questões para o fomento do debate acerca do acesso aos livros, politicas públicas de incentivo e promoção da leitura entre outros aspectos que envolvem a formação de leitores.
Com prefácio de Bartolomeu Campos de Queirós o livro disponibiliza cinco conferências pronunciadas por Silvia em congressos que trouxeram em seu escopo o direito a leitura e a escrita como tema norteador.
Vale Pena ler e refletir sobre os aspectos abordados por Castrillón.
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito
que rompeste
e sem te despedires foste embora.
(...)
Sim, tenho saudades,
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade
e da natureza
nem nos deixaste sequer
o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Poema extraído da obra Farewell,
de Carlos Drummond de Andrade.
Rio de Janeiro: Ed. Record, 1996.
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não o lastimo.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e inverno exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não o lastimo.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e inverno exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Poema extraído da obra Corpo - Novos poemas,
de Carlos Dummond de Andrade. Rio de Janeiro: Ed. Record, 1987.
Local: João Pessoa - Paraíba - Brasil
João Pessoa - PB, Brasil
Os pequenos
"Os pequenos são como pérolas: se não são frequentemente 'polidos' com conceitos amplamente éticos, dificilmente exibem o brilho e o viço que tanto queremos ver"
Dica de livro
O direito de ler e escrever
A bibliotecária colombiana Silvia Castrillón traz em seu livro O Direito de Ler e Escrever (Editora Pulo do Gato) importantes questões para o fomento do debate acerca do acesso aos livros, politicas públicas de incentivo e promoção da leitura entre outros aspectos que envolvem a formação de leitores.
Com prefácio de Bartolomeu Campos de Queirós o livro disponibiliza cinco conferências pronunciadas por Silvia em congressos que trouxeram em seu escopo o direito a leitura e a escrita como tema norteador.
Vale Pena ler e refletir sobre os aspectos abordados por Castrillón.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Ler e escrever...
O real desafio é o da crescente desigualdade: o abismo que já separava os não alfabetizados dos alfabetizados tem se alargado ainda mais. Alguns nem sequer conseguiram chegar aos jornais, aos livros e às bibliotecas, enquanto outros correm atrás de hipertextos, correio eletrêonico e páginas virtuais de livros inexistentes. Seremos capazes de criar uma política de acesso ao livro que incida sobre a superação dessa crescente desigualdade? Ou deixaremos levar pela voragem da competição e do lucro, mesmo que a própria ideia de democracia participativa pereça nessa tentativa? Emília Ferreiro
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