quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Abordagem psicopedagógica às dificuldades de aprendizagem
Abordagem psicopedagógica às dificuldades de aprendizagem
http://lms.ead1.com.br/webfolio/Mod4085/abordagem_psicopedagogica_v2.pdf
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Stabat Mater
Descobri que o poema Stabat Mater tem várias versões, assim como Miserere (salmo 51). Foi musicado por muitos compositores, como Antonio Vivaldi, Rossini, Dvořák e Pergolesi, Giovanni Pierluigi da Palestrina, Marc-Antoine Charpentier, Joseph Haydn, Emanuele d'Astorga, Charles Villiers Stanford, Charles Gounod, Krzysztof Penderecki, Francis Poulenc, Karol Szymanowski, Alessandro Scarlatti (1724), Domenico Scarlatti (1715), Pedro de Escobar, František Tüma, Arvo Pärt, Josef Rheinberger, Giuseppe Verdi, Zoltán Kodály, Trond Kverno (1991), Salvador Brotons (2000), Hristo Tsanoff, Bruno Coulais (2005), e mais recentemente Karl Jenkins.
(conferir no site: http://www.salvemaliturgia. com/2012/09/stabat-mater- dolorosa.html)
Se tivesse condições escutaria cada uma delas para ver as nuances e delicadezas pensadas por cada compositor. Será que algum dia teremos a chance de escutar tamanha grandeza musical? É possível até que eu tenha escutado quando tinha a oportunidade de ir na Igreja de São Bento, em São Paulo, escutar os cantos gregorianos. Pena que não tinha conhecimento de tudo isso.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Carta de uma grande amiga
Ana,
O entardecer na vida tem seus
encantos, mas é um momento melancólico. Quando o horizonte vai encurtando e
além dele tudo é mistério, a solidão é predominante. Os/as amigos/as quase
todos já partiram, e os que não se foram estão longe. Por isso encontrar
amizades nessa fase é surpreendente e inesperado. É, contudo, um presente de
Deus, pois não há nada que se compare com o encontro com pessoas que comungam
visão de mundo, e pontos de vista.
Encontrar, nesse momento da vida,
amizades que partilham nossos pontos de vista sobre o mundo, pessoas, vida e
sobretudo o mistério da eternidade, é realmente um presente dos céus. É como se
ao por do sol, quando negritude nos envolve, surgisse de imediato uma imensa
lua, que nos traz de volta a claridade que estávamos perdendo.
E quando essas pessoas são
jovens, e ainda não percebem o lado obscuro da vida, essa amizade se transforma
em força e estímulo para continuar a caminhada, é de fato uma benção do Céu.
Por isso e por você a pessoa
maravilhosa que é, e ter atravessado meu caminho num momento especialmente
difícil é que dou graças ao Pai.
Que Deus Pai e Amigo lhe abençoe,
ilumine seu caminho e guie seus passos sempre e sempre em direção à verdade e a
justiça;
Obrigada amiga,
V. L. Brito
Julho/2007
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Franz Kafka
Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca.
Kafka ofereceu ajuda para encontrar a boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar.
Nao tendo encontrado a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. A carta dizia: “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo”.
Durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina outras cartas que narravam as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo: Londres, Paris, Madagascar… Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!
Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka.
No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca. Ela era obviamente diferente da boneca original.
Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”
Anos depois, a garota encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta.
O bilhete dizia:
“Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.
(Franz Kafka e a Boneca Viajante)
“Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.
(Franz Kafka e a Boneca Viajante)
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Intolerância e desrespeito
A intolerância e o desrespeito podem acontecer de várias
formas, dentro e fora de casa. Este é um exercício de aprender a viver na
diversidade, seja de várias formas: étnica, religiosa, política e sexual.
Verificamos que cada um tem uma posição de acordo com o lugar que ocupa na sociedade e é por isso que é tão difícil viver em grupo. Temos um exemplo disso na sala de aula, encontramos episódios de desrespeito constante entre os colegas, entre colegas e professores, entre pais e professores e entre professores e alunos. É preciso uma avaliação constante de nossas ações e pensamentos.
Quando vamos para verificar outras partes da sociedade,
vimos também desrespeito principalmente na questão de orientação sexual, étnica,
social, religiosa e agora muito mais presente desrespeito e intolerância política
que acontece com o impeachment da presidenta Dilma.
Uma questão interessante nesta luta entre coxinhas e
petralhas é que encontramos vários tipos de preconceitos que estão atrás da
intolerância política. O preconceito social é o maior deles e que acontece em
ambos os lados.O que faz com que o país esteja dividido entre grupos que
pensam diferente e que refletiram seu pensamento na hora do voto.
Não é fácil viver na diversidade, sendo assim, é preciso
muita capacidade de dialogar para enfrentar momentos como este. Para isso,
precisamos realmente ter um exercício diário de revisão dos nossos conceitos.
Um fato importante para isso é fazer leitura aprofundada dos grandes temas que
exigem de nós um posicionamento, só assim saberemos de fato ter opinião sobre
esses assuntos e não agir pelo senso comum, que muitas vezes nos torna
alienados diante de assuntos tão importantes para a nossa sociedade.
Um país educado tem como princípio fundamental o diálogo e a
educação como principal aliado na mediação de conflitos dessa natureza.
domingo, 1 de maio de 2016
Trabalhadores - Sebastião Salgado
Sebastião Salgado, sobre a exposição trabalhadores:
...Em Java, num pequeno paraíso natural, vi homens percorrerem mais de cinquenta quilômetros a pé, ida e volta, cruzando plantações de arroz, de cravo-da-índia e uma floresta tropical antes de subirem a 2300 metros de altitude, e descerem seiscentos metros vulcão abaixo, do outro lado. Eles entraram na cratera do vulção Kawah Iddjen, grande produtor de enxofre. Devido às emanações tóxicas - verdadeiras nuvens de veneno - , não se podia respirar pelo nariz, apenas pela boca. A única proteção daqueles trabalhadores era o pedaço de pano que colocavam na boca; com o passar do tempo, seus dentes ficavam arruinados. Cestos de setenta ou 75 quilos de minério eram preenchidos por homens que não chegavam a pesar sessenta. Eles fixaram dois cestos em cada ponta de uma vara de bambu e subiam os seiscentos metros que os separam da saída da cratera. Levavam cerca de duas horas nessa subida, depois desciam a encosta do vulcão correndo, caso contrário o peso dos cestos os esmagaria.Era extremamente perigoso. Alguns deslocavam a rótula. Na época, recebiam 3,50 dólares por trajeto. Precisavam para dois dias para se recuperar fisicamente e, no fim do mês, recebiam apenas o suficiente para sobreviver.
sexta-feira, 25 de março de 2016
Fragmento do Livro de Ana
Entre o adeus do sol e o boa-noite da lua. Ana se assentava com o livro aberto sobre os joelhos. Nesta hora, um sossego mora no céu e visita a vida. Não há tristeza. Anjos voam acendendo estrelas. Só o silêncio vê. E eles cantam. A canção é leve, acompanhada de flauta, violino e cítara. Só o coração escuta. Mas Ana, por respirar a emoção da leitura, tudo via e tudo escutava. Ao ler, também se vê e se escuta.
...
Ao ler, o olha de Ana nadava em luz. Sua boca sorria confiança. Com gestos delicados, a Mulher passava as folhas do livro com delicadeza de quem toca harpa. Maria, sem conhecer aquele alfabeto, tentava adivinhar o que andava escrito nas linhas do livro. É que, ao ler, Ana parecia mais leve que a paz, mais mansa que o algodão. E Maria, que tudo olhava, sonhava escutar o que encantava Sua amiga.
O livro de Ana - Bartolomeu Campos de Queirós
sábado, 30 de janeiro de 2016
ELEGIA - Zila Mamede
Não retornei aos caminhos
que me trouxeram do mar.
Sinto-me brancos desertos
onde as dunas me abrasando
tarjam meus olhos de sal
dum pranto nunca chorado,
dum terror que nunca vi.
Vivo hoje areias ardentes
sonhando praias perdidas
com levianos marujos
brincando de se afogar,
com rochedos e enseadas
sentindo afagos do mar.
Tudo perdi no retorno,
tudo ficou lá no mar:
arrancaram-me das ondas
onde nasci a vagar,
desmancharam meus caminhos
- os inventados no mar:
depois, secaram meus braços
para eu não mais velejar.
Meus pensamentos de espumas,
meus peixes e meu luar,
de tudo fui despojada
(até das fúrias do mar)
porque já não sou areias,
areias soltas de mar.
Transformaram-me em desertos,
ouço meus dedos gritando
vejo-me rouca de sede
das leves águas do mar.
Nem descubro mais caminhos,
já nem sei também remar:
morreram meus marinheiros,
minha alma, deixei no mar.
Pudessem meus olhos vagos
ser ostras, rochas, luar,
ficariam como as algas
morando sempre no mar.
Que amargura em ser desertos!
Meu rosto a queimar, queimar,
Meus olhos se desmanchando
- roubados foram do mar.
No infinito me consumo:
acaba-se o pensamento.
No navegante que fui
sinto a vida se calar.
Meus antigos horizontes,
navios meus destroçados,
meus mares de navegar,
levai-me desses desertos,
deitai-me nas ondas mansas,
plantai meu corpo no mar.
Lá, viverei como as brisas.
Lá, serei pura como o ar.
Nunca serei nessas terras,
Que só existo no mar.
Assinar:
Postagens (Atom)






