terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Perdoar...
\"... Aprendi, outro dia que perdoar
é a junção de \" per \" com \"doar\".
Doar é mais do que dar.
Doar é a entrega total do outro.
O prefixo \"per\" que tem várias acepções,
indica movimento no sentido \"de\"
ou em \"direção\" a ou \"através\"
ou \"para\" etimologicamente falando,
portanto, perdoar, quer dizer doar ao
outro a possibilidade de que ele possa amar,
possa doar-se.
Não apenas quem perdoa que se
\"doa através do outro\".
Perdoar implica abrir possibilidades de
amor para quem foi perdoado,
através da doação oferecida
por quem foi agravado.
Perdoar é a única forma de facilitar
ao outro a própria salvação.
Doar é mais do que dar: é a entrega total ...
Perdoar é doar o amor,
é permitir que a pessoa objeto do perdão
possa também devolver um amor que,
até então, só ne gara ...
Artur da Távolaé a junção de \" per \" com \"doar\".
Doar é mais do que dar.
Doar é a entrega total do outro.
O prefixo \"per\" que tem várias acepções,
indica movimento no sentido \"de\"
ou em \"direção\" a ou \"através\"
ou \"para\" etimologicamente falando,
portanto, perdoar, quer dizer doar ao
outro a possibilidade de que ele possa amar,
possa doar-se.
Não apenas quem perdoa que se
\"doa através do outro\".
Perdoar implica abrir possibilidades de
amor para quem foi perdoado,
através da doação oferecida
por quem foi agravado.
Perdoar é a única forma de facilitar
ao outro a própria salvação.
Doar é mais do que dar: é a entrega total ...
Perdoar é doar o amor,
é permitir que a pessoa objeto do perdão
possa também devolver um amor que,
até então, só ne gara ...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Citação do livro: o direito de ler e de escrever - Sílvia Castrillón
A leitura é um direito, não um luxo, nem uma obrigação. Não é um luxo das elites que possa ser associado ao prazer e à recreação, tampouco uma obrigação imposta pela escola. É um direito de todos que, além disso, permite um exercício pleno de democracia.
Emílio Ferreiro
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Pensamentos...
Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar.
Sophia de mello Breyner Andresen
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Por Fernando Pessoa
Pessoa sempre me surpreende com seus versos.
"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Recomendo o filme: Minhas tardes com Margueritte
O filme é absolutamente comovente e oferece ao expectador momentos únicos de reflexão...
Hoje morreu um dos meus escritores prediletos...
Hoje morreu um dos meus escritores prediletos...conheci a obra do Bartolomeu investigando livros doados pela FTD, nos final dos anos 80. Lembro-me que fiquei estarrecida quando terminei o primeiro livro que li dele: Ah! Mar!
Pensei...alguém enfim, escreve algo original e que une verso e prosa.
O que posso dizer para este autor?
Você me fez uma pessoa melhor depois que li suas obras...guardarei seus livros, como jóias raras.
Assim escreveu Bartolomeu Campos de Queirós:
"Entre o adeus do sol e o boa-noite da lua, Ana se assentava com o livro aberto sobre os joelhos. Nesta hora, um sossego mora no céu e visita a vida. Não há tristeza. Anjos voam acendendo estrelas. Só o silêncio vê. E eles cantam. A canção é leve, acompanhada de flauta, violinho e cítara. Só o coração escuta. Mas Ana, por respirar a emoção da leitura, tudo via e tudo escutava. Ao ler, também se vê e se escuta".
Em O Livro da Ana - BCQ, pg. 9
Pensei...alguém enfim, escreve algo original e que une verso e prosa.
O que posso dizer para este autor?
Você me fez uma pessoa melhor depois que li suas obras...guardarei seus livros, como jóias raras.
Assim escreveu Bartolomeu Campos de Queirós:
"Entre o adeus do sol e o boa-noite da lua, Ana se assentava com o livro aberto sobre os joelhos. Nesta hora, um sossego mora no céu e visita a vida. Não há tristeza. Anjos voam acendendo estrelas. Só o silêncio vê. E eles cantam. A canção é leve, acompanhada de flauta, violinho e cítara. Só o coração escuta. Mas Ana, por respirar a emoção da leitura, tudo via e tudo escutava. Ao ler, também se vê e se escuta".
Em O Livro da Ana - BCQ, pg. 9
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Poeta português - Alexandre O' Neill - 1924 a 1986
Há Palavras que Nos Beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca' Tema(s): Beijo Palavra
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca' Tema(s): Beijo Palavra
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
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