quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Preso, o silêncio fala.


Solto, como o passarinho,
cala, e por isso, canta.
Bate as asas contente
e, à volta da gente,
parece que dança.
Sou contra engaiolar passarinho
e queria, no entanto,
criar o silêncio, atraído
por causa das flores
do tempo perdido
em frente aos mares.
Se meu jardim é pobre,
sento-me, fecho os olhos
e vejo seus sons: voo
e na volta torno a ser
eu, a teu lado, somente.

B.C. 26.10.09





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