Não temas, donzela, fazer teus anos,
que quando os celebras, já estão feitos.
O tempo não passa para frente, mas para trás.
Poucos dão-se conta deste jeito
E que o saibas agora (se não o sabias)
é privilégio dos belos mas discretos.
Assim és tu: na tua discreta beleza
e na tua bela discrição que, dia após dia,
enches tua casa de vida, de vida teu coração.
Todos à tua volta respiram o ar que faz
com que alimentes quem contigo veio viver.
Vejo em seus rostos o bem suave e constante
que distribuis, sem o saberes. Se não tens planos,
não temas, pois: celebra (sem bolo ou festa) e sê.
B.C.
(01 de julho de 2010, para Ana Raquel, ouvindo a bagatela nº 1, opus 126, de Beethoven)
(01 de julho de 2010, para Ana Raquel, ouvindo a bagatela nº 1, opus 126, de Beethoven)

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