quarta-feira, 8 de julho de 2020

Quando uma luz se apaga



Quando uma luz se apaga,
Fica nos olhos a memória
Da chama que a acendeu:
Assim é com a vida
De quem se amou e partiu.

Fica na memória, como vela
Que só se consome
Quando a cera do tempo acaba
E o amor que a sustentava
Evapora-se. Por isso, alma

Pensa-se haver: é tão etérea
A bem guardada doçura
Da imagem que se perdeu
Que não se ousa esquecê-la
Por medo da noite escura...

Bruno Catuniensis

07 de julho de 2020,
ouvindo a da sonata em ré menor, K32,
de Domenico Scarlatti,
interpretada por Maria Tipo

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