Pela fresta
Conseguimos ver o paraíso.
Um oásis em tempos tão duros.
Vontade de seguir meu desejo de encantamento
e mergulhar nessa imensidão azul.
Lavar o corpo com água salgada e receber a cura de águas tão
mornas.
R-E-S-P-I-R-A-R a
brisa marinha e receber sol de final de tarde.
Um corpo despido, entregue nesse movimento de idas e vindas
das ondas.
Pela fresta, sinto que a vida ainda continua
e penso nas vidas que habitam nessa imensidão azul.
Cores, formas, suavidade... respiro e agradeço por elas e
pela provisória liberdade.
Um dia, quem sabe, estarei lá para sentir a vida em mim.
(ouvindo o som dos pássaros e a alegria deles em final de
tarde).
Penélope

E a vida que teima em pulsar por todos os poros e frestas...lindo texto!!! Respira poesia e vida em tempos de pulsão de morte...
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