terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Canção de vidro

E nada vibrou...
Não se ouviu nada...
Nada...

Mas o cristal nunca mais deu o mesmo som.

Cala, amigo...
Cuidado, amiga...
Uma palavra só
Pode tudo perder para sempre...

E é tão puro o silêncio agora!

QUINTANA, Mário. Canção de vidro. In: _______. Poesia completa
                  Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.


Temperado quebrado-gr
Foto: pinterest.com

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