[...] a experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos
toque, requer
um gesto de interrupção, um gesto que é quase
impossível nos tempos que
correm: requer parar para pensar, parar para olhar,
parar para escutar, pensar
mais devagar, olhar mais devagar, e escutar mais
devagar; parar para sentir,
sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes,
suspender a opinião, suspender
o juízo, suspender a vontade, suspender o
automatismo da ação, cultivar
a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os
ouvidos, falar sobre o que nos
acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros,
cultivar a arte do encontro,
calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço
(Larrossa, 2002, p. 20-28).
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