terça-feira, 27 de março de 2012

Poema de Alberes Mendonça

A concha



Ninguém sabe do mar
Contido na concha.
Tão puro e extenso
Esse mar,
Que para banhar-se
É necessário desnudar a alma
E os ouvidos.
Ninguém sabe dos barcos
Naufragados na concha.
Submersos,
No fundo,
No fundo
- Jazidos.
Ninguém sabe dos nascidos
Do mar
Na concha!
Pega uma e ouvirás
O infinito que ela carrega
- Escondido.

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