E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não o lastimo.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e inverno exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Poema extraído da obra Corpo - Novos poemas,
de Carlos Dummond de Andrade. Rio de Janeiro: Ed. Record, 1987.
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